Mastercard amplia ação e promete doar mais 18 milhões de refeições na pandemia

A Mastercard ampliou a meta de doações e fornecer recursos para entregar mais 18 milhões de refeições para amparar pessoas mais impactadas pela pandemia de Covid-19 no país. No fim de maio de 2020, a empresa lançou o movimento “Faça parte: comece o que não tem preço” com o qual já disponibilizou 5 milhões de refeições, segundo dados oficiais.

Por meio do Fundo de Impacto Mastercard, a companhia organiza os fundos e aciona parceiros filantrópicos para a distribuição da comida —entre eles estão a Ação da Cidadania e a Visão Mundial. Cada um deles vai receber 9 milhões de refeições e com equipes de campo para identificar a chegar até as famílias mais necessitadas.

Segundo a companhia, 300 mil pessoas em comunidades de diversos estados como Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco e São Paulo devem ser alcançadas pela iniciativa.

A pandemia do coronavírus, indica o boletim Desigualdade nas Metrópoles, levou 4,3 milhões de brasileiros par auma faixa de renda do trabalho considerada muito baixa nas regiões metropolitanas. Segundo o estudo, publicado pela Folha, o total de pessoas em domicílios com rendimento do trabalho inferior a um quarto do salário mínimo chegou a 24,5 milhões.

“A pandemia continua afetando o Brasil e o mundo, trazendo muitas dificuldades e muitos desafios. O isolamento, necessário para controle da doença, fez com que muitas empresas fechassem suas portas, com que pessoas ficassem sem trabalho, aumentando a pobreza e a fome”, afirma ao Inteligência de Mercado João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard no Brasil e no Cone Sul.

De acordo com o executivo, é preciso ser agente de transformação, a fim de dar suporte às pessoas mais necessitadas e continuar buscando formas de diminuir o sofrimento de parte da sociedade. “Acreditamos que, juntos, podemos ser uma força do bem para que os brasileiros não tenham que se preocupar com terem a próxima refeição”, diz.

Iniciado em 2018, o Fundo de Impacto Mastercard teve um aporte inicial de US$ 100 milhões, que era parte de um compromisso de US$ 500 milhões, dinheiro destinado para apoiar iniciativas que buscam o crescimento econômico de longo prazo para todo o mundo, conta Paro Neto.

“Foi projetado exclusivamente para cumprir objetivos filantrópicos, tendo como principais metas reduzir a desigualdade de renda e informação, aumentar a inclusão financeira e o desenvolvimento de habilidades da força de trabalho e tornar as pessoas e empresas mais resilientes em face de uma economia em rápida mudança”, explica.

Para incentivar as doações, desde os primeiros meses da pandemia, a Mastercard promoveu algumas lives com shows de grandes nomes da música brasileira. Durante as apresentações, o público podia realizar contribuições.

Em maio deste ano, Alcione e Criolo fizeram o quarto grande encontro promovido pela bandeira de cartões, que rendeu cerca de 150 mil refeições doadas pelo público.

O primeiro encontro foi entre Gilberto Gil e Iza, em 20 de junho, enquanto o segundo reuniu Milton Nascimento, Liniker e Xenia França, em 31 de julho. Já o terceiro em setembro colocou na tela Elza Soares, Seu Jorge e Agnes Nunes —todos igualmente pensados por Zé Ricardo, responsável pela curadoria do palco Sunset do Rock in Rio.

Segundo Paro Neto, eventos como esses se tornam uma oportunidade de chamar a atenção e convocar as pessoas a fazerem parte da mudança de que nosso país precisa. “É por isso que disponibilizamos canais para que as pessoas possam fazer suas doações diretamente às ONGs.”

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